AUTISMO E SEGURANÇA

Atualizado: 14 de Ago de 2018



O comportamento impulsivo pode fazer com que uma pessoa com TEA se coloque em diversos tipos de situações de risco. Associado à pouca noção de situações de perigo, infelizmente tais situações podem ser fatais.


Atravessar a rua sem olhar para os lados pode culminar em atropelamento, vagar sozinho pelas ruas pode deixar a criança ou adolescente vulnerável a pessoas mal-intencionadas e o fascínio por água pode acabar em afogamentos (sobre essa questão específica já tratei aqui). Falar sobre tais fatos pode ser extremamente desconfortável, mas ainda assim, é necessário.


Com relação ao Bernardo, a questão da impulsividade melhorou muito e tem melhorado com o passar do tempo. Imagino que isso se deve, além de tudo o que foi ensinado a ele, ao próprio processo de crescimento e maturidade. Entretanto, já passamos por situações de risco (e desespero rs). Quando bem pequeno, Bê começou com o hábito de “fugir” sempre que via uma porta aberta. Todo cuidado e vigilância não impediram que ele, aos quatro anos de idade, conseguisse fugir, pulando a janela, da casa da avó que mora no interior. O encontrei em uma rua próxima apenas alguns minutos depois. Infelizmente seria tempo suficiente para que alguma fatalidade acontecesse. Não foi a única vez que ele conseguiu ir para a rua, apesar de toda a vigilância.


Na época em que tais tentativas eram recorrentes, algumas situações geravam muito estresse familiar, como as excursões escolares. Entretanto, apesar do receio devido a um risco real e de toda a ansiedade causada, Bernardo nunca deixou de ir. Nestas ocasiões, faz-se imprescindível um suporte por parte da escola, no sentido de atenção diferenciada e individualizada para a criança. Quanto a isso, nunca tivemos problemas. Com relação à impulsividade que existia com relação a água, a providência foi a matrícula precoce na natação.


Dei estes dois exemplos para reforçar a nossa perspectiva de que a melhor forma de a criança aprender a ter um comportamento adequado e responsável em determinado contexto, é estando exposta a ele. Claro que isso deve ser feito de forma responsável e assumindo riscos controlados, mas se esperarmos a criança estar “pronta” para uma excursão para ela poder participar, há chance que ela nunca esteja.


Pessoas com TEA que sejam não verbais ou que não tenham a linguagem oral desenvolvida o suficiente para fornecer informações básicas tais como nome, telefone do responsável e endereço, podem estar em situações de extrema vulnerabilidade, em casos de se perderem. Uma sugestão é que, sempre que possível, essas pessoas estejam de posse de um cartão de identificação, contendo suas informações básicas.


Um grande abraço e até a próxima!

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